The Walking Dead Me Trata Como Um Viciado Em Crack.

Ontem tivemos o final da sexta temporada de The Walking Dead e a única coisa que eu consigo pensar é:

“Que Bosta!”

Vamos aos fatos. Foi um episódio duplo, ou seja, foram 100 minutos onde basicamente nada aconteceu. Levem em consideração quantos núcleos existem atualmente na série. Temos Alexandria, os Salvadores, Hilltop, Carol e Morgan chegando ao Reinado (uma nova comunidade) e Daryl e sua turma que estavam desaparecidos. Vários personagens que estavam meio apagados tem se destacado nos últimos episódios, como o Padre, o Eugene e até a Maggie servindo como a diplomata do grupo.

Mas ao invés de explorar todas as possibilidades o que nós vimos foi um tempo de tela crucial onde nada aconteceu. Tivemos a fuga da Carol que já dura 3 EPISÓDIOS! E aquele vai e vem na estrada dentro do trailer que foi uma das coisas mais imbecis da série. No primeiro encontro com os Salvadores na estrada o grupo do Rick estava armado com fuzis automáticos contra 5 caras sem nenhuma arma em punho. SÉRIO que não dava pra ter resolvido? E aquela hora que eles descem do veículo pra matar os zumbis acorrentados porque “não podemos comprometer o trailer”?!?!  Como se um transporte daquele tamanho e peso não fosse estraçalhar aqueles zumbis, rompendo a barreira! Aliás, o trailer já não estava quase sem combustível? Como o Eugene pôde ficar rodando pra enganar os Salvadores?

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Jeffrey Dean Morgan é Negan, líder dos Salvadores em Walking Dead

Mas o pior nem foram esses 100 minutos jogados fora, ou melhor, 86 minutos. Porque na parte final tivemos FINALMENTE a aparição do Negan, o famoso Negan, o esperado Negan. Que por melhor que Jeffrey Dean Morgan estivesse visualmente eu achei que aquele Negan sarcástico e que parece estar realmente gostando do que faz esteve bem longe daquela interpretação.Mas tudo bem, o pior mesmo foi aquele final COVARDE para com a audiência da série.

Vocês já ouviram o termo cliffhanger?

Esqueçam seus gostos pessoais por um momento, vamos falar sobre estrutura de roteiro. Cliffhanger é aquele momento de alta expectativa em uma história, onde ficamos tensos em saber se algo vai ou não acontecer. Geralmente isso ocorre no final de cada capítulo. Séries como Breaking Bad e LOST faziam bem isso. O próprio The Walking Dead brincou com os nossos nervos ao ficar naquele suspense sobre a morte (ou não) do Glenn. Mas agora os caras vão e fazem isso. Em uma cena cheia de suspense e terror a temporada acaba com uma tela preta, com vozes em off e um sangue escorrendo na tela que parece ter sido feito no Windows Movie Maker!

Isso não é Cliffhanger! Isso é broxar a audiência. Por que não acabaram então quando o Negan se apresentou? Ou quando ele disse que escolheria um para morrer? Terminar com uma cena “censurada” é covardia.

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E agora, Rick?

Eu ouvi alguns argumentos como “vocês não entenderam que nem tudo precisa ter violência, não sabem curtir um episódio com climão de terror e suspense”.

Não meu amigo, suspense foi quando a escotilha de LOST acendeu as luzes e a temporada acabou ali, deixando todo mundo maluco! Isso que eles fizeram é matar o andamento da cena mais importante da temporada no meio!!!

Enfim, parte desse post foi só pra desabafar minha revolta. Mas também para criar uma consciência do que essas séries fazem com a gente. Tratando-nos como se fossemos viciados em Crack. Que mesmo você percebendo a droga que estão te dando você não consegue parar! HAHAHA

Mesmo assim reclamando eu sou um verme e vou esperar ansiosamente pela nova temporada em outubro. Mas espero que todas essas críticas mostrem aos produtores e roteiristas que TWD não precisa desses recursos apelativos de séries menores. E que se for pra fazer isso com a gente seria melhor outro episódio da Tabatha, a cabra.

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