Jornal Japonês Acusa Konami de Maus Tratos A Funcionários e Regime Tirânico

Quem acompanha as notícias do mercado de games já sabe que a Konami está numa espécie de “crise astral”. Muitas polêmicas e rumores com jogos cancelados, adiados e outras questões envolvendo o nome de seu maior desenvolvedor, Hideo Kojima, colaboram para piorar cada vez mais a imagem da empresa. Nós já fizemos um post mais detalhado sobre isso que você pode conferir clicando aqui.

Mas agora parece que a coisa ficou feia de verdade. Uma publicação do jornal japonês Nikkei acusa a Konami de manter condições de trabalho humilhantes e regime tirânico. Algumas dessas acusações dizem que os funcionários são monitorados e vigiados o tempo todo, reclusos em cabines de trabalho minúsculas e claustrofóbicas. Quem se atrasa na volta do almoço ou tem qualquer tipo de ausência acaba tendo seu nome citado em caixas de som espalhadas pelos corredores.  E mais ainda, o acesso a internet dentro da empresa é totalmente controlado. Os emails dos funcionários são compostos apenas de letras e números que mudam aleatoriamente de tempos em tempos. Apenas os departamentos que precisam de comunicação externa possuem um acesso mais livre.

O8xnvZq

A coisa tá pegando fogo na Konami!

E a coisa não para por aí. Outras acusações afirmam que a Konami anda implementando algumas reformulações internas e colocando pessoas que “não consideram tão úteis” em novos departamentos. Desenvolvedores menores foram transformados em seguranças, levados para a equipe de limpeza ou passaram a trabalhar na fábrica de máquinas de Pachinko. Vale lembrar uma notícia de 2013 do jornal Asahi News que contou a história de um desenvolvedor que havia sido transferido para a fábrica de uma dessas máquinas, entrando em uma depressão profunda por causa disso.

E se você acha que pedir demissão é uma solução, está muito enganado. Mesmo que você se afaste da empresa ela continua monitorando os seus passos pelas redes sociais e pesquisando seus novos contratantes. Segundo o próprio jornal Nikkei, um ex-empregado anunciou sua saída no Facebook e todos os demais que curtiram a publicação acabaram sendo realocados dentro da Konami para trabalhos braçais como uma espécie de vingança.

Além disso, os problemas envolvendo o nome de Kojima não param. A compositora das trilhas dos três primeiros jogos da franquia Metal Gear, Rika Munaraka, afirmou em um podcast que Kojima recebia apenas um salário sem participações nos lucros dos jogos que ele mesmo criava. Depois dessas recentes acusações a Konami começou a retirar o nome de Kojima de diversas capas e dos créditos de seus jogos, incluindo Metal Gear Solid V: Phantom Pain.

konami-gamescom-2009-pressekonferenz-zombie-blog

Kojima tem evitado dar declarações oficiais sobre seu caso com a Konami.

Eu sinceramente estou chocado com esse tipo de coisa. Sempre soube que o ambiente corporativo no Japão é o mais hardcore de todos, mas isso? Maus tratos, humilhações, perseguições… É uma coisa tão distante da visão moderna que temos das empresas japonesas que chega a ser vergonhoso e ao mesmo tempo assustador.

Isso me faz pensar se outras empresas andam adotando também esse tipo de comportamento. É hora das autoridades nipônicas adotarem algum tipo de reprimenda contra a Konami. As coisas saíram do âmbito de fofocas e boatos de internet para um grau muito mais sério. São notícias muito graves que precisam ser investigadas mais a fundo.

Estamos de olho.

Outros Posts interessantes:


One Response to “Jornal Japonês Acusa Konami de Maus Tratos A Funcionários e Regime Tirânico

  • Como mega fã de Castlevania acompanhei as noticias sobre a Konami durante um tempo, mas abandonei completamente ela quando vi que começou a decair. Fico triste em saber o que anda acontecendo com a produtora do meu jogo favorito, mas justiça tem que ser feita.

    Repostei a materia com os devidos créditos na pagina Castlevania Brasil (se não for de seu agrado retiro imediatamente)

    Bites!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *